Nota Oficial do MAIS/Natal e da assessoria de impressa do mandato sobre o processo eleitoral que inviabilizou a reeleição da professora Amanda Gurgel, mesmo sendo a segunda mais bem votada da cidade.

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Um verdadeiro absurdo e uma injustiça. Amanda Gurgel obteve uma grade votação, foi a segunda vereadora mais votada da cidade, com mais de 8 mil votos, mas não foi eleita, devido à legislação eleitoral. Essa barreira cria uma distorção, chegando a uma situação em que vereadores com menos de dois mil votos terão uma cadeira na Câmara.

Enfrentamos uma campanha muito difícil, mas que nos encheu de orgulho e a todos os militantes do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista).

As eleições refletiram o crescimento das posições de direita na sociedade e no atual governo e congresso. Na reta final, nossa candidatura sofreu uma campanha suja, de calúnias e difamações realizada pelos setores mais conservadores e reacionários da cidade, através de mensagens apócrifas no whatsapp, divulgando todo tipo de acusações.

Nesse cenário, infelizmente, a divisão da frente de esquerda e socialista na maioria das cidades brasileiras cobrou o seu preço. Por exemplo, caso existisse uma frente de esquerda em Natal, com PSOl, PSTU e PCB, Amanda seria tranquilamente reeleita e a bancada da esquerda socialista na câmara poderia se manter.

Além da injustiça do sistema eleitoral e da ausência de uma frente de esquerda, também contribuiu para o resultado o voto útil, ou seja, o sentimento de que Amanda já estaria eleita, em função de sua atuação como vereadora e do resultado de 2012.

O mandato da vereadora Amanda Gurgel e a militância do MAIS agradecem por cada um dos votos que recebeu. Amanda encerrará seu mandato, discutindo o orçamento anual, como sempre fez, e retornará para sala de aula com a certeza de que travou a justa batalha e que, se não conseguiu mudar a Câmara, não permitiu que o parlamento a mudasse. Continuará como uma representante dos trabalhadores e da juventude, mesmo sem mandato, apostando na luta pelos direitos dos trabalhadores, das mulheres e da juventude e contra o governo Temer.

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