Apesar da falta de vontade da Prefeitura, a gratuidade no transporte para estudantes da rede municipal se tornou uma realidade. “Ainda é um passe livre limitado, mas representa uma importante vitória da juventude de Natal.”, avalia a vereadora Amanda Gurgel.

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O Passe Livre chegou às escolas municipais de Natal no dia 25 de fevereiro. Depois de muita luta e apesar da falta de vontade da Prefeitura, a gratuidade no transporte para estudantes da rede municipal se tornou realidade. “Ainda é um passe livre limitado, com no máximo 60 passagens por mês, para que os alunos possam ir e voltar da escola, mas representa uma importante vitória da juventude de Natal.”, avaliou a vereadora Amanda Gurgel (PSTU), autora do projeto original que previa a gratuidade para todos os estudantes.

Para a vereadora, o prefeito Carlos Eduardo (PDT) e a secretária de Educação, Justina Iva (PCdoB), nunca quiseram o passe livre. Amanda lembra que a Prefeitura vetou o projeto original, em 2013, e apresentou uma proposta restrita apenas aos alunos do município que moram a 1 km da escola. Mas mesmo esse direito limitado já deveria estar valendo desde agosto de 2014. A vereadora do PSTU até chegou a acionar o Ministério Público para cobrar o cumprimento da lei e acelerar a implantação do passe livre. “Essa gratuidade só existe porque os estudantes lutaram, e tiveram o nosso apoio. Se dependesse do prefeito, não haveria nem esse passe livre. Nós vamos fiscalizar a lei e cobrar dos governos estadual e federal que este direito seja ampliado para as demais redes de ensino.”, avisou Amanda, que já solicitou audiência com o Governo do Estado e a Reitoria da UFRN.

O início do passe livre para a rede municipal foi anunciado pela Secretaria de Educação no dia 24 de fevereiro, começando apenas com 80 alunos, quando a estimativa inicial era de 10 mil. Porém, para a vereadora Amanda Gurgel, as dificuldades criadas pela Prefeitura para cadastrar os estudantes não devem intimidar a população na hora de cobrar o direito. “O passe livre já está valendo. Os pais, mães e responsáveis devem ir às escolas e fazer o cadastro. Vamos seguir lutando para fazer valer o direito.”, convocou a vereadora do PSTU.

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