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Cerca de 3 mil pessoas foram às ruas de Natal na tarde desta quarta-feira (15) protestar contra a aprovação do Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização para todas as funções no Brasil, e contra as medidas provisórias 664 e 665, do governo Dilma, que restringiram direitos como seguro desemprego, PIS, pensões e auxílio doença. O PL e as medidas fazem parte do ajuste fiscal que os governos, o Congresso Nacional e as empresas tentam impor aos trabalhadores em função da crise econômica.

A manifestação em Natal reuniu trabalhadores do serviço público e marcou o Dia Nacional de Paralisações, convocado pelas centrais sindicais CUT, CSP-Conlutas, CTB, NCST e Intersindical. Profissionais de saúde, professores, ferroviários, bancários, servidores da UFRN e estudantes fizeram uma caminhada pela Av. Salgado Filho, partindo do prédio da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) até o cruzamento com o shopping Midway. O ato começou por volta das 15h e foi encerrado às 18h.

Mas os protestos começaram cedo neste dia 15. Das 4h às 8h da manhã, operários e operárias paralisaram as fábricas têxteis Vicunha e Guararapes, em Extremoz, na região metropolitana de Natal. O protesto contra o PL da terceirização foi organizado pelo Sindicato dos Têxteis, junto com as centrais sindicais. Militantes do PSTU e a vereadora Amanda Gurgel participaram da paralisação. “Nós precisamos construir uma greve geral com todos os operários, comerciários, trabalhadores organizados para dizer que não vamos aceitar nem um ataque aos nossos direitos. Nem do governo Dilma, nem do Congresso, dos partidos da direita, como o PSDB, ou das empresas. É hora de dizer chega!”, afirmou a vereadora Amanda, que também esteve na manifestação à tarde.

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Na caminhada, muitos cartazes e faixas denunciavam a proposta do PL 4330, mostrando a insatisfação dos trabalhadores com a ampliação da terceirização, que segue em votação no Congresso. “Esse projeto vai piorar ainda mais o serviço, vai dividir os trabalhadores no local de trabalho e reduzir os salários, porque é isso que as empresas terceirizadas fazem.”, criticou a técnica de enfermagem Adriana Sousa. “O serviço terceirizado desvaloriza a mão de obra e aumenta a carga horária de trabalho. Esse projeto é para explorar ainda mais os trabalhadores e aumentar os lucros das empresas.”, atacou também a professora Socorro Ribeiro.

Durante o protesto, os manifestantes criticaram as medidas do governo Dilma e o conservadorismo do Congresso Nacional, na figura do deputado Eduardo Cunha (PMBD). “Fora Cunha! Fora seu ladrão! E leve com você a terceirização!”, gritavam os trabalhadores. A manifestação também denunciou a corrupção na Petrobras e a hipocrisia dos tradicionais partidos de direita, como o PSDB de Aécio Neves, que agora tenta aparecer como diferente e ético, embora esteja tão sujo quanto os demais partidos envolvidos na Operação Lava Jato.

Ao final do ato, a Central Sindical e Popular CSP-Conlutas fez um chamado às centrais sindicais CUT e CTB para que rompam com o governo Dilma e fortaleçam a luta contra o PL 4330 e as medidas provisórias. “Essa paralisação nacional foi o primeiro passo para a greve geral. Mas faço aqui um chamado às outras centrais para que a gente possa fortalecer a luta contra o PL da terceirização e derrotar as medidas provisórias de Dilma. É preciso romper com esse governo.”, disse Juary Chagas, da CSP-Conlutas.

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